As insulae como forma de exploração urbana
DOI:
https://doi.org/10.70640/rdclaeh.4.4.1Palavras-chave:
Insulae, Exploração urbana, Habitação em Roma, Desigualdade social, Especulação imobiliáriaResumo
Este trabalho examina as insulae como uma forma estrutural de exploração urbana na Roma imperial, entendidas não apenas como soluções habitacionais, mas também como instrumentos de renda, segregação e dominação social. Por meio da análise de sua arquitetura, regulamentação jurídica, função econômica e papel político, revela-se como essas edificações multifamiliares funcionaram como ferramentas especulativas em um mercado habitacional sem regulação sistemática. As insulae ofereciam moradia precária aos setores mais vulneráveis, ao mesmo tempo em que geravam renda constante para uma minoria proprietária. O estudo destaca a verticalidade como metáfora da desigualdade social romana e mostra que a intervenção estatal, embora ocasional, foi reativa e centrada na manutenção da ordem, e não na garantia do direito à moradia. A história das insulae permite visibilizar os mecanismos de exploração urbana e as tensões que moldaram a vida cotidiana em uma das primeiras megacidades da história.
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