Laberintos da Indignação
As mobilizações brasileiras de 2013 e seu legado incerto
DOI:
https://doi.org/10.29192/claeh.761Palavras-chave:
movimento de protesto, movimento político, mudança social, BrasilResumo
Em junho de 2013, o Brasil foi palco de uma onda inédita de protestos que, iniciados em São Paulo contra o aumento de 20 centavos no transporte público, rapidamente se espalharam por todo o país. O que começou como uma demanda pontual transformou-se progressivamente em uma explosão social sem liderança clara, moldada por consignas difusas e, em muitos casos, antagônicas. Configurou-se, assim, um “nós” coletivo que transcendeu os catalisadores políticos tradicionais, unido por um sentimento comum de mal-estar e indignação coletiva. Mais de dez anos após esses acontecimentos, este artigo analisa a configuração labiríntica desses protestos coletivos e seus dilemas, bem como seu impacto sociopolítico na esfera pública brasileira contemporânea. Por meio de uma abordagem hermenêutico-interpretativa, exploram-se diversas dinâmicas da mobilização, suas múltiplas camadas simbólicas e as disputas de sentido em torno da indignação coletiva. Analisa-se também como os protestos de 2013 reconfiguraram a politicidade brasileira, marcando uma transição da esfera pública para esquemas mais voláteis e fragmentados, atravessados pela desconfiança nas instituições, pela pós-verdade e pela superexposição digital, gerando um terreno fértil para o surgimento de messianismos e populismos de direita.
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