Continuidade e mudança em uma democracia de partido antigo

Uruguai 1910-2010

Autores

  • Jorge Lanzaro Facultad de Ciencias Sociales, Universidad de la República, Uruguay

Palavras-chave:

história constitucional, partidos políticos, sistema partidário, democracia

Resumo

Este artigo revisita a velha democracia partidária uruguaia - a mais antiga e uma das poucas da América Latina - retomando criticamente importantes contribuições e suas próprias propostas, a fim de apontar mudanças e continuidades no decorrer de cem anos. Buscando não cair no excepcionalismo, o texto reúne referências comparativas, que enquadram a originalidade do caso uruguaio e permitem destacar melhor seu potencial para a política comparada. A primeira parte revisa o modelo genético e as características típicas do regime, que explicam suas vantagens comparativas: os fatores originais, a matriz poliárquica, o presidencialismo pluralista, uma democracia consociativa sui generis, formada por partidos políticos e não por clivagens sociais. A segunda parte trata da grande transformação que se seguiu à transição democrática, baseada em um sistema partidário que mudou sem se desarticular, recompondo sua estrutura plural e competitiva. O texto evoca a transição liberal, a reforma constitucional, o declínio dos partidos tradicionais, o perfil predominante da Frente Ampla e sua estreia com um governo social-democrata, em uma estreia comparável às social-democracias tardias do sul da Europa. Em todos esses eventos, a democracia partidária uruguaia mais uma vez faz a diferença e, após um longo e gradual processo histórico, acaba cunhando uma nova norma política.

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Publicado

21-08-2024

Como Citar

Lanzaro, J. (2024). Continuidade e mudança em uma democracia de partido antigo: Uruguai 1910-2010. Cuadernos Del Claeh, 33(100), 37–77. Recuperado de https://ojs.claeh.edu.uy/publicaciones/index.php/cclaeh/article/view/27

Edição

Seção

Artículos